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FSP participou de ação voltada para o Dia Mundial pela Luta Antimanicomial

18/05/2016
Notícias
Graduação

 

No último dia 17 de maio (terça-feira), acadêmicos do curso de Farmácia, Enfermagem e Educação Física e acadêmicos do Grupo de Estudos e Pesquisa em Saúde Mental (GEPSAM), além da Equipe CAPS de Rolim de Moura e usuários do serviço estiveram envolvidos em uma atividade especial do Centro de Atenção Psicossocial de Rolim de Moura (RO).

 


SOBRE O DIA - O Movimento da Luta Antimanicomial se caracteriza pela luta pelos direitos das pessoas com sofrimento mental. Dentro desta luta está o combate à idéia de que se deve isolar a pessoa com sofrimento mental em nome de pretensos tratamentos, idéia baseada apenas nos preconceitos que cercam a doença mental. O Movimento da Luta antimanicomial faz lembrar que como todo cidadão estas pessoas têm o direito fundamental à liberdade, o direito a viver em sociedade, além do direto a receber cuidado e tratamento sem que para isto tenham que abrir mão de seu lugar de cidadãos. Por esta razão o Movimento tem como meta a substituição progressiva dos hospitais psiquiátricos tradicionais por serviços abertos de tratamento e formas de atenção dignas e diversificadas de modo a atender às diferentes formas e momentos em que o sofrimento mental surge e se manifesta. Esta substituição implica na implantação de uma ampla rede de atenção em saúde mental que deve ser aberta e competente para oferecer atendimento aos problemas de saúde mental da população de todas as faixas etárias e apoio às famílias, promovendo autonomia, descronificação e desinstitucionalização. Além dos serviços de saúde, esta rede de atenção deve se articular a serviços das áreas de ação social, cidadania, cultura, educação, trabalho e renda, etc., além de incluir as ações e recursos diversos da sociedade. O Movimento da Luta Antimanicomial teve seu início marcado em 1987, em continuidade a ações de luta política na área da saúde pública no Brasil por parte de profissionais de saúde que contribuíram na própria constituição do SUS. Naquele ano a discussão sobre a possibilidade de uma intervenção social para o problema da saúde mental, especificamente, dos absurdos que aconteciam nos manicômios ganhou relevância, permitindo o surgimento específico deste movimento. Desde então a participação paritária de usuários de serviços e seus familiares se tornou característica deste movimento. Em 1987 estabeleceu-se o lema do movimento: "Por uma sociedade sem manicômios", e o 18 de maio foi definido como o Dia Nacional da Luta Antimanicomial, data comemorada desde então em todo o país. O Movimento da Luta Antimanicomial, embora não tenha se instituído formalmente como pessoa jurídica conquistou na área da saúde um caráter de forte representatividade e legitimidade, o que se confirma pelo fato de ter obtido três cadeiras na Comissão Intersetorial de Saúde Mental do Conselho Nacional de Saúde, sendo uma para um representante dos usuários, uma para os familiares e uma para um representante do movimento independente da categoria. Outra conquista importante foi a aprovação, em 2001, da Lei 10.216, de autoria do então deputado Paulo Delgado, após 12 anos de discussões e resistência dos setores mais retrógrados. Esta lei preconiza a reestruturação da atenção em saúde mental, defende os direitos das pessoas que necessitam de tratamento e propõe a criação de serviços que ofereçam este tratamento sem que isto signifique exclusão da vida social ou perda dos diretos e do lugar de cidadão. Como resultados temos hoje várias portarias regulamentam a criação de serviços diversos que, em seu conjunto e desde que implantadas de modo efetivo e suficiente, garantem a atenção necessária e a inclusão social das pessoas com transtornos mentais. Dessa forma, a Reforma Psiquiátrica tem avançado no Brasil: segundo o Relatório "Reforma psiquiátrica e política de saúde mental no Brasil" (MS, 2005), o número de leitos reduziu de 75.514 em 1996 para 42.076 em 2005. Ao passo que o número de CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) aumentou de 92 em 1996 para 689 em 2005. No entanto, mesmo sendo uma política reconhecida pelo governo brasileiro, pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e pela Organização Mundial de Saúde (OMS), há setores conservadores que defendem o retorno dos hospitais psiquiátricos. Diante deste contexto, o Movimento da Luta Antimanicomial tem a necessidade de se reunir para definir seus objetivos e suas estratégias de ação no sentido de afirmar e lutar pelo avanço da Reforma Psiquiátrica no Brasil. O Movimento da Luta Antimanicomial caracteriza-se pelo seu caráter democrático, contando com a participação ativa e efetiva dos usuários de serviços de saúde mental, seus familiares, profissionais, estudantes e quaisquer interessados em defender uma postura de respeito aos diferentes modos de ser e a transformação da relação cultural da sociedade com as pessoas que sofrem por transtornos mentais.

 

“O evento alusivo a data 18 de maio visou congregar o maior número possível de usuários do CAPS de Rolim de Moura em prol da Luta Antimanicomial. Aconteceram orientações e palestras sobre a data por parte dos funcionários da própria unidade, com objetivo de enfatizar o modelo atual de tratamentos e terapias em saúde mental, que desde a reforma psiquiátrica se opõe a internação em manicômios. Além disso, pela solicitação da própria equipe multiprofissional, acadêmicos da FSP por meio de parceria com a SEMUSA (Secretaria Municipal de Saúde), realizaram a prestação de outros serviços. Acadêmicos e estagiários de Farmácia realizaram atividades de Glicemia Capilar, Tipagem Sanguínea, Aferição de Pressão arterial, atendimento farmacológico com orientações e distribuição de sabonetes em sachês oriundos dos estágios em manipulação aos usuários do serviço. A Enfermagem realizou testes rápidos de Sífilis, HVI e Hepatites B e C. O curso de Educação Física cuidou de atividades como Circuito com obstáculos, Jogo da Velha Humano, Quem sabe soma, Bola no Cone, Ginástica Labora, Acerta o Alvo e Sempre cabe mais um. O GEPSAM expôs cartazes contando a trajetória da Saúde Mental ao longo dos anos. Além disso, houve música e canto para descontração de todos. Em nome da equipe do CAPS, e do curso de Farmácia da FSP eu agradeço a todos que colaboraram e a acolhida da equipe de Saúde Mental aos alunos da FSP.”, encerrou a Coordenadora Marieli da Silva Carlotto.

 

Fonte: Associação de Volta para Casa

 

        

 

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